quarta-feira, 24 de julho de 2013

Bloco de boulder da Face Sul

Nos últimos meses a prática da modalidade de escalada conhecida como boulder vem aumentando na Caiada, desde a passagem do Cesinha (Cesar Grosso) na 11ª Edição do EENe/2012, com a cadena de alguns projetos e o First Ascent do boulder "Nem eu, nem tu" V10, com isso a galera tem demostrado bastante entusiasmo de procurar e abrir novas linhas.

Durante muito tempo (desde 2007) sempre passava por esse bloco que está na trilha que dá acesso para Face Sul e Área 51, setores de escalada localizados em Serra Caiada, no Rio Grande do Norte. Juntamento com Ranieri, Maury e Leandro "Leko" demos uma investida as 5:00 da manha no intuito de limpar a base do bloco e apertamos os regletes durante a tarde.

Leandro "Leko" mas novo mulambo da Caiada.
Na Caiada não temos Sherpas e sim mulambos.
Após alguns atrasos voltamos para o bloco as 16:00 dessa vez com um numero maior de pessoas, a medida que ia escurecendo a lua cheia ia mostrando sua face e contribuindo para escalada rola até altas horas. O resultado foram 5 boulders entre V0 e V1 e um projeto, possível V4.

Um parabéns as meninas Jú e Diana pelas cadenas.

Bloco da Fase Sul (Boulders):

"As Calanguetes" V0
"Mel na pepeta" V0
"Brutamonte" V0"
"Aresto do Juá" V1
"Unha de Gato" V1
"Boulder do Pedro" V1

Malloy na "Aresta do Juá" V1

Malloy na "Aresta do Juá" V1
Pedro Caminha
John na "Aresta do Juá" V1
Leko na "Aresta do Juá" V1

"Leko"

Leko na "Aresta do Juá" V1
Denn Malloy, Jusinedes "Jú", Hércules, Rodrigo Melo, Daiana Izaias, Ranieri Paiva, Douglas Tavares, Maury Gomes, Pedro Caminha, Leandro "Leko" e tirando a chapa John Nascimento.
John Nascimento na "Aresta do Juá" V1

Fotos: John Nascimento

terça-feira, 9 de abril de 2013

Apenas um final de tarde para escalar entre amigos em Serra Caiada/RN

Quando se fala em escalar vem a mente uma grande viajem e uma aventura para ser escrita em livros. Mas o ultimo sábado me mostrou que escalar pode ser também uma diversão de uma simples tarde de sábado, sem muito compromisso com grande conquistas. Apenas uma tarde agradável jogando conversa fora, ensinando um novo "mulambo" a progredir na arte de subir as pedras.

Um Top Rope aqui, uma entrada numa via mas forte ali, convencer a novata de que a sapatilha não está apertada e a dor no dedos é normal, entrar numa via sabendo que não vai mandar, mas sem se importar com o resultado.



Lado esquerdo, Neto de Eloi entrando de Top Rope na Via "Bob Esponja" V. Na direita John Nascimento entrando na via "Sr. Puff" VI no Setor da Ravina, Bloco da Barriguda em Serra Caiada/RN 

Mycheline Santos, aprendiz de mulambo de John Nascimento entrando de Top Rope na Via "Bob Esponja" V, no Setor da Ravina, Bloco da Barriguda em Serra Caiada/RN 

Mycheline Santos, aprendiz de mulambo de John Nascimento no cume do bloco da Ravina, segunda ela: Esse não era o cume que eu queria, mas está valendo, em Serra Caiada/RN
Tonny, Denn Malloy, Neto de Eloi, Leo "Japa", a mulamba Mycheline Santos e John Nascimento e a Caiada bem atrás. Galera dano maior vibe a escalada em Serra Caiada/RN


E no fim de tudo presenciar um por do sol digno de uma obra prima de um grande pintor, pegar a estrada voltar pra casa com a sensação que seu antebraço cresceu alguns centímetros

Texto - John Nascimento
Fotos - A galera

quarta-feira, 3 de abril de 2013

Hebdomadae Sanctae 2013

Texto: Leonard Goes (Leo Japa)
Fotos: John Nascimento/ Denn Malloy



A Semana Santa no calendário litúrgico é o período que celebra a Paixão, a Morte e a Ressurreição de Jesus Cristo. No calendário laico é feriado. Feriado, momento de descansar, relaxar, aproveitar. Descobrimos que há duas formas de vivenciar um feriado.



Outra forma de vivenciar as férias produzem uma pertubação não esperada na cabeça do cavalo. Aqueles campos verdes sem cercas começam a mexer lá no fundo da sua alma, justo no lugar que estava enterrado o cavalo selvagem que ele fora um dia, antes do cabresto, do arreio e da castração. E aí um milagre acontece: o cavalo selvagem morto ressuscita, se apossa do corpo do cavalo doméstico, que vira outro e até (re)aprende as esquecidas artes de relinchar, de empinar, de saltar cercas, de disparar a galope pela pura alegria de correr. E de repente, ele se lembra de que está chegando a hora de voltar .. mas ele não quer voltar. Quer ficar.E assim foi o feriado de Semana Santa, em Serra Caiada, produzindo perturbações na cabeça de quem lá estava. Não se buscou matar a fome e sim aumentá-la. Não se buscou satisfação e sim desordem. Não fomos atrás de descanso, compreendíamos que cada minuto de descanso é um minuto a mais de separação do poder para alcançar o escopo. Sem pressa, já que o prazer exige vagareza. Sem anelar o “orgasmo”, sabíamos que com ele vem a morte do desejo, alimentamos a alegria de ver crescer o desejo por mais.

A primeira é quando o cavalo cansado, magro, castrado, vai para uma campina verde, sem alguém que lhe dê ordens, sem hora pra se levantar, sem nada para fazer, é só vadiar, pastar, descansar, correr, dormir, fazer o que lhe der na telha! Passados alguns dias, descansado e gordo, é hora de voltar para onde estava antes ... para o cabresto, cerca, arreio, carroça, esporas e chicotes, para isto que se chama realidade.





E assim se concretizou os quatro dias de retiro: trilhas, escalada (a luz do sol, a luz da lua e a luz de refletores), Jiu-Jitsu, açude, paredão, festas, insonias e dormidas. E a certeza de que não se matou a vontade, a certeza de ter acordado o lado selvagem, domesticado pela chamada realidade. A certeza de não ter se saciado, de querer mais e mais e mais ..







domingo, 17 de fevereiro de 2013

Sem Frevo em Pernambuco







Leo Japa, Romeritho Abreu, Deen Malloy
e o Lampião de Pedra.
Texto: John Nascimento

O Frevo, sem dúvida alguma, é o maior símbolo do carnaval Pernambucano. Passar os dias de folia na terra onde nasceu o ritmo sem ouvir, ao menos, uma vez os clássicos “Vassourinha” e “Voltei Recife” é uma façanha considerada impossível por muitos, mas não pelos escaladores que estiveram em Brejo da Madre de Deus neste carnaval.

A festa do município foi cancelada pela prefeitura que em nota disse: “... a verba gasta para a realização do evento seria acima da realidade municipal, deixando de ser aplicada em serviços tais como: Saúde, Limpeza Urbana, Assistência Social, folha de pagamento e demais compromissos”. A notícia decepcionou, mas mostrou um pouco de sensatez dos governantes, não só de Brejo, mas também de vários municípios nordestinos que são atingidos pela seca.
Ceara, Rio Grande do Norte, Paraíba e Pernambuco.
Todos juntos pela escalada.

Porém a ausência das festividades carnavalescas não diminuiu em nada o brilho de uma visita a uma cidade linda, histórica e perfeita para a prática da escalada. Sem o carnaval as belezas naturais e não naturais ficaram mais evidentes.

Os casarões antigos, as ladeiras, os tradicionais toyoteiros, a sensação de estar num lugar onde os primeiros habitantes deixaram suas marcas na rocha, o cemitério indígena, a contemplação da beleza do cume da Pedra da Bicuda, o forrozinho a noite para os mais empolgados e o friozinho tão raro para os nordestinos fazem valer a pena cada passo dado para chegar a Brejo da Madre de Deus.

Pedra da Bicuda
O carnaval em Pernambuco sem Frevo é possível e inesquecível, mas não podemos mentir. Do alto dos 290 metros do Rampão, maior via do local, foi inevitável olhar as casinhas lá em baixo e não cantarolar um “Pá, Rá, Rá, Pá, Rá, Rá, Rá”. Afinal de contas “O melhor escalador é aquele que mais se diverte”

Informações sobre escalada em Pernambuco: http://escaladape.blogspot.com.br/




Luciano  e Junior. Os anfitriões. 


Pinturas Rupestres 

John Nascimento, Romeritho Abreu, Leo Japa e Deen Malloy à caminho do Rampão.

sexta-feira, 5 de outubro de 2012

Trip Bafo Quente

Quixadá, sempre foi uma cidade pela qual sonhava em conhecer, desde que comecei a escalar no ano de 2007 após ter participado de umas das edições do EENe (Encontro de Escaladores do Nordeste) no mesmo ano. Tive a oportunidade de conhecer varis escaladores, entre eles, um bem tranquilo de estatura baixa e de uma humildade só encontrada em pessoas de grande elevação espiritual. Jorge Luís Pereira Damasceno, mas conhecido como Jorginho de Quixadá é umas dessas pessoas iluminadas, atualmente com 40 anos, começou a escalar com 30 aninhos, se mostrando cada vez mais apaixonado pelo esporte e sempre inventando ou reinventando os produtos das grandes marcas do mundo da escalada, entre esse produtos estão: clip stick, grampos e batedores, esse último com o mesmo peso do batedor da Peltz, além da mesma mecânica de encaixe da broca. 

Após longas horas de estrada ao som de vários Pen drives, algumas cervejinhas e muita conversa fiada, paramos o carro no posto de gasolina e finalmente estávamos em Quixadá/CE, cidade formada por monólitos entre alguns famosos, a Pedra da Galinha Choca, conhecida por muitos pelo Filme "O Cangaceiro Trapalhão" (1983). 

Pé na estrada
É nois.
Visual
Falta muito? já chegamos?
Famosos a parte, após conversas com Jorginho sobre as rochas e vias do lugar, decidimos então encara os cristais de Quixadá na Pedra do Cruzeiro, também conhecida com "Pedra do Tufão" (lenda local), escolhido as vias "Chicó" (croqui) e "WTC" (croqui), decidimos dormir e esperar o dia amanhecer, e com ele novas escaladas.

Bruno e Janaína - detalhe para os telhados das casas.
Visual da via "WTC"
Malloy e suas meias pretas...
Marlon na "WTC"
Malloy na Via "Chicó"
Janína, Bruno e Malloy na P2 da "Chicó"
Paradinha para foto.
Ariane, Eveline e Marlon na P2 da "WTC"
Via "Chicó"
Na esquerda: Marlon, Eveline e Ariane na "WTC".
Na Direita: Malloy, Janaína e Bruno na "Chicó"
Foto: Ednardo Pinheiro, Quixadá/CE
Bruno, pq só o cume interessa.
Malloy na "Chicó"
Na esquerda: Marlon, Eveline e Ariane na "WTC".
Na Direita: Malloy, Janaína e Bruno na "Chicó"
Foto: Ednardo Pinheiro, Quixadá/CE
Cume da Pedra do Cruzeiro


Ariane e Eveline - Cume da Pedra do Cruzeiro
Marlon e Bruno - Cume da Pedra do Cruzeiro
Ariane e Eveline
Escaladinha e compras na rua
Um brinde: "A nós"
Após almoço, eu e Marlon seguimos para a via "Trilhas do Brasil" (croqui), localizada na Pedra Riscada, enquanto as meninas e Bruno seguiram para o Vale Encantado.

Jorginho nos levou até a Pedra Riscada, e para nossa surpresa atualmente existe um cerca separando os terrenos, começamos a caminhar e 1 hora depois estávamos a procura das chapeletas para iniciar a via. Esse caminho era feito de carro, dano acesso até a base da rocha.

Depois foi só alegria, começamos a escalar as 14:30. 
Marlon na 4ª cordada - Trilhas do Brasil 3º IV E3 D2 250m
Marlon
Vista da via "Trilhas do Brasil" -  na esquerda a Serra Branca
Malloy
Lua cheia - Platô antes da ultima cordada
 Domingo pela manhã - Pedra do Magé

Marlon, entrada pela porteira.
Bruno, Pedra do Magé
Cardápio: Sol e Rocha, servidos?
Marlon, Pedra do Magé
Jorginho na "Menino do Buchão" IV E2 D1 40m
Jorginho na "Menino do Buchão" IV E2 D1 40m
Jorginho na "Menino do Buchão" IV E2 D1 40m
Jorginho, Eveline e Malloy na "Menino do Buchão" IV E2 D1 40m
Jorge Damasceno "Jorginho de Quixadá" e Denn Malloy, Pedra do Magé
Bruno, Marlon e Eveline
Fazenda Magé
Trilha
Ariane Mourão
Vila Magé
Saídinha para o almoço
E pela tarde de domingo fomos conhecer as vias do Vale Perdido, trilha curta, caminhada pela rocha e algo difícil de encontro em Quixadá, sombra. 
Vale Perdido
Janaína na "Manhã de Sol"4º IV sup E2 D1 90m



Vale Perdido
Eveline na "Manhã de Sol"4º IV sup E2 D1 90m
Ednardo Pinheiro (CE) na "Jack" IVsup E1 D1 20m
Bruno, Janaína, Marlon e Ariane - Vale Perdido




Ariane na "Vitoria do Balde" IVsup E1 D1 40m
Ariane na "Vitoria do Balde" IVsup E1 D1 40m
Ariane no cume - Vale Perdido
Eveline e Ariane na "Vitoria do balde" IVsup E1 D1 40m
Agradecimento especial a Jorge Luís P. Damasceno e toda sua família.
Bons ventos.