segunda-feira, 12 de agosto de 2013

Trip Algodão Doce - A volta


Galera da Montanha, sensacional. Mas uma vez tive a oportunidade de ir visitar o pico de escalada que será palco para a próxima edição do EENe (Encontro de Escaladores do Nordeste), que nesse ano já se encontra na sua 12ª  Edição. diga-se de passagem.

Algodão de Jandaíra foi a cidade escolhida pela comissão organizadora do estado da Paraíba.

O pico de um potencial enorme para vias esportivas, principalmente de resistência. Alguns setores serão clássicos e bastante frequentados, como o Setor Split na Pedra do Cabeça (lá faz sombra até de noite) e algumas vias com lances "boulderísticos" espalhada na Pedra do Cabeça, Pedra do Buraco, entre outras.

Dessa vez a Trip batizada de Algodão Doce estava sem a sua formação original,  faltando o Marcelinico, Leo "Japa".  Porém contamos com presença de duas mulambas escaladoras de Natal, Janaína e Eveline.

Assim que chegamos me juntei a Ary e fomos pra Pedra do Buraco, equipar uma linha, batizada de "Calcanhar de Aquiles" 7b, enquanto Janaína e Eveline, partiram pra Pedra do Cabeça, encontrar Stenio, Wolgrand e Cauí (PE).


Janaína Figueiredo na "Via Láctea" V sup - Pedra do Cabeça
Janaína na "Via láctea" V sup - Pedra do Cabeça

Eveline na "Via láctea" V sup - Pedra do Cabeça
Setor Split (climatizado), Pedra do Cabeça
Ary Alecrim na "Entrada Franca" V sup - Setor Split, Pedra do Cabeça
Eveline na "Segunda Esquerda" IV - Setor Split, Pedra do Cabeça
Cauí Viera na "Entrada Franca" V - Setor Split, Pedra do Cabeça
Ary Alecrim - Parceiro de muitas roubadas escaladas
Ary Alecrim conferindo a linha do "Calcanhar de Aquiles" 7b - Pedra Furada
Stenio Torres na "Goretex" 7b - Pedra do Cabeça
Stenio Torres na "Goretex" 7b - Pedra Furada
Eveline e Janaína usando "Desde dai Doido" do Neudson Aquino
Cauí Viera e Eveline - Saudades
Acho que por hoje chega, né Ary Alecrim?
Stenio Torres, Denn Malloy, Janaína Figueiredo, Eveline Souza, Cauí Viera e Ary Alecrim - Pedra do Cabeça fim de Trip

quarta-feira, 24 de julho de 2013

Bloco de boulder da Face Sul

Nos últimos meses a prática da modalidade de escalada conhecida como boulder vem aumentando na Caiada, desde a passagem do Cesinha (Cesar Grosso) na 11ª Edição do EENe/2012, com a cadena de alguns projetos e o First Ascent do boulder "Nem eu, nem tu" V10, com isso a galera tem demostrado bastante entusiasmo de procurar e abrir novas linhas.

Durante muito tempo (desde 2007) sempre passava por esse bloco que está na trilha que dá acesso para Face Sul e Área 51, setores de escalada localizados em Serra Caiada, no Rio Grande do Norte. Juntamento com Ranieri, Maury e Leandro "Leko" demos uma investida as 5:00 da manha no intuito de limpar a base do bloco e apertamos os regletes durante a tarde.

Leandro "Leko" mas novo mulambo da Caiada.
Na Caiada não temos Sherpas e sim mulambos.
Após alguns atrasos voltamos para o bloco as 16:00 dessa vez com um numero maior de pessoas, a medida que ia escurecendo a lua cheia ia mostrando sua face e contribuindo para escalada rola até altas horas. O resultado foram 5 boulders entre V0 e V1 e um projeto, possível V4.

Um parabéns as meninas Jú e Diana pelas cadenas.

Bloco da Fase Sul (Boulders):

"As Calanguetes" V0
"Mel na pepeta" V0
"Brutamonte" V0"
"Aresto do Juá" V1
"Unha de Gato" V1
"Boulder do Pedro" V1

Malloy na "Aresta do Juá" V1

Malloy na "Aresta do Juá" V1
Pedro Caminha
John na "Aresta do Juá" V1
Leko na "Aresta do Juá" V1

"Leko"

Leko na "Aresta do Juá" V1
Denn Malloy, Jusinedes "Jú", Hércules, Rodrigo Melo, Daiana Izaias, Ranieri Paiva, Douglas Tavares, Maury Gomes, Pedro Caminha, Leandro "Leko" e tirando a chapa John Nascimento.
John Nascimento na "Aresta do Juá" V1

Fotos: John Nascimento

terça-feira, 9 de abril de 2013

Apenas um final de tarde para escalar entre amigos em Serra Caiada/RN

Quando se fala em escalar vem a mente uma grande viajem e uma aventura para ser escrita em livros. Mas o ultimo sábado me mostrou que escalar pode ser também uma diversão de uma simples tarde de sábado, sem muito compromisso com grande conquistas. Apenas uma tarde agradável jogando conversa fora, ensinando um novo "mulambo" a progredir na arte de subir as pedras.

Um Top Rope aqui, uma entrada numa via mas forte ali, convencer a novata de que a sapatilha não está apertada e a dor no dedos é normal, entrar numa via sabendo que não vai mandar, mas sem se importar com o resultado.



Lado esquerdo, Neto de Eloi entrando de Top Rope na Via "Bob Esponja" V. Na direita John Nascimento entrando na via "Sr. Puff" VI no Setor da Ravina, Bloco da Barriguda em Serra Caiada/RN 

Mycheline Santos, aprendiz de mulambo de John Nascimento entrando de Top Rope na Via "Bob Esponja" V, no Setor da Ravina, Bloco da Barriguda em Serra Caiada/RN 

Mycheline Santos, aprendiz de mulambo de John Nascimento no cume do bloco da Ravina, segunda ela: Esse não era o cume que eu queria, mas está valendo, em Serra Caiada/RN
Tonny, Denn Malloy, Neto de Eloi, Leo "Japa", a mulamba Mycheline Santos e John Nascimento e a Caiada bem atrás. Galera dano maior vibe a escalada em Serra Caiada/RN


E no fim de tudo presenciar um por do sol digno de uma obra prima de um grande pintor, pegar a estrada voltar pra casa com a sensação que seu antebraço cresceu alguns centímetros

Texto - John Nascimento
Fotos - A galera

quarta-feira, 3 de abril de 2013

Hebdomadae Sanctae 2013

Texto: Leonard Goes (Leo Japa)
Fotos: John Nascimento/ Denn Malloy



A Semana Santa no calendário litúrgico é o período que celebra a Paixão, a Morte e a Ressurreição de Jesus Cristo. No calendário laico é feriado. Feriado, momento de descansar, relaxar, aproveitar. Descobrimos que há duas formas de vivenciar um feriado.



Outra forma de vivenciar as férias produzem uma pertubação não esperada na cabeça do cavalo. Aqueles campos verdes sem cercas começam a mexer lá no fundo da sua alma, justo no lugar que estava enterrado o cavalo selvagem que ele fora um dia, antes do cabresto, do arreio e da castração. E aí um milagre acontece: o cavalo selvagem morto ressuscita, se apossa do corpo do cavalo doméstico, que vira outro e até (re)aprende as esquecidas artes de relinchar, de empinar, de saltar cercas, de disparar a galope pela pura alegria de correr. E de repente, ele se lembra de que está chegando a hora de voltar .. mas ele não quer voltar. Quer ficar.E assim foi o feriado de Semana Santa, em Serra Caiada, produzindo perturbações na cabeça de quem lá estava. Não se buscou matar a fome e sim aumentá-la. Não se buscou satisfação e sim desordem. Não fomos atrás de descanso, compreendíamos que cada minuto de descanso é um minuto a mais de separação do poder para alcançar o escopo. Sem pressa, já que o prazer exige vagareza. Sem anelar o “orgasmo”, sabíamos que com ele vem a morte do desejo, alimentamos a alegria de ver crescer o desejo por mais.

A primeira é quando o cavalo cansado, magro, castrado, vai para uma campina verde, sem alguém que lhe dê ordens, sem hora pra se levantar, sem nada para fazer, é só vadiar, pastar, descansar, correr, dormir, fazer o que lhe der na telha! Passados alguns dias, descansado e gordo, é hora de voltar para onde estava antes ... para o cabresto, cerca, arreio, carroça, esporas e chicotes, para isto que se chama realidade.





E assim se concretizou os quatro dias de retiro: trilhas, escalada (a luz do sol, a luz da lua e a luz de refletores), Jiu-Jitsu, açude, paredão, festas, insonias e dormidas. E a certeza de que não se matou a vontade, a certeza de ter acordado o lado selvagem, domesticado pela chamada realidade. A certeza de não ter se saciado, de querer mais e mais e mais ..







domingo, 17 de fevereiro de 2013

Sem Frevo em Pernambuco







Leo Japa, Romeritho Abreu, Deen Malloy
e o Lampião de Pedra.
Texto: John Nascimento

O Frevo, sem dúvida alguma, é o maior símbolo do carnaval Pernambucano. Passar os dias de folia na terra onde nasceu o ritmo sem ouvir, ao menos, uma vez os clássicos “Vassourinha” e “Voltei Recife” é uma façanha considerada impossível por muitos, mas não pelos escaladores que estiveram em Brejo da Madre de Deus neste carnaval.

A festa do município foi cancelada pela prefeitura que em nota disse: “... a verba gasta para a realização do evento seria acima da realidade municipal, deixando de ser aplicada em serviços tais como: Saúde, Limpeza Urbana, Assistência Social, folha de pagamento e demais compromissos”. A notícia decepcionou, mas mostrou um pouco de sensatez dos governantes, não só de Brejo, mas também de vários municípios nordestinos que são atingidos pela seca.
Ceara, Rio Grande do Norte, Paraíba e Pernambuco.
Todos juntos pela escalada.

Porém a ausência das festividades carnavalescas não diminuiu em nada o brilho de uma visita a uma cidade linda, histórica e perfeita para a prática da escalada. Sem o carnaval as belezas naturais e não naturais ficaram mais evidentes.

Os casarões antigos, as ladeiras, os tradicionais toyoteiros, a sensação de estar num lugar onde os primeiros habitantes deixaram suas marcas na rocha, o cemitério indígena, a contemplação da beleza do cume da Pedra da Bicuda, o forrozinho a noite para os mais empolgados e o friozinho tão raro para os nordestinos fazem valer a pena cada passo dado para chegar a Brejo da Madre de Deus.

Pedra da Bicuda
O carnaval em Pernambuco sem Frevo é possível e inesquecível, mas não podemos mentir. Do alto dos 290 metros do Rampão, maior via do local, foi inevitável olhar as casinhas lá em baixo e não cantarolar um “Pá, Rá, Rá, Pá, Rá, Rá, Rá”. Afinal de contas “O melhor escalador é aquele que mais se diverte”

Informações sobre escalada em Pernambuco: http://escaladape.blogspot.com.br/




Luciano  e Junior. Os anfitriões. 


Pinturas Rupestres 

John Nascimento, Romeritho Abreu, Leo Japa e Deen Malloy à caminho do Rampão.